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sábado, 27 de novembro de 2010

Diferenças X Aprendizado

Não há muito o que se falar aqui,todos são iguais todos os dias e com as diferenças podem se aprender muitas coisas.Basta haver a oportunidade!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ENTREVISTA


NOME ROMERO PEREIRA

Romero Pereira é o primeiro dos futuros professores participantes deste blogger.Ele é professor de EDUCAÇÃO FISICA e trabalha comigo,já a algum tempo. 
O agradeço desde já,posso adiantar desta vez que esta muito legal!






CONFIRA


ANDREY PORCINO COSTA Em sua família há algum portador de deficiência?Em caso afirmativo,como é a sua relação e o tipo de deficiência?

ROMERO PEREIRA sim,sou muito próximo mas não o vejo todo dias, mas quando estamos juntos procuramos,conversar bastante e de tudo,pois deixa-o mais tranqüilo e mais calmo...deficiente visual.

ANDREY PORCINO COSTA Alguma vez alem desta já trabalhou com deficientes?

ROMERO PEREIRA Não.

ANDREY PORCINO COSTA No inicio sentiu algum medo?

ROMERO PEREIRA Não tenho medo,e sim gosto do que faço,mas não temos respaldo do que queremos fazer e a estrutura não oferece segurança,muitas escadas,piso inadequados,quadra impróprias e muito mais.........

ANDREY PORCINO COSTA Em que o nosso pais precisa melhorar para atender a esse  publico?

ROMERO PEREIRA Ainda precisa melhorar muito, mas estamos seguindo o caminho da retenção né....o país não pensa muito nos deficientes de uma forma geral,pouco ônibus adequados,as calçadas nem se fala como é,os faróis das avenidas,precisa ser mais práticos.

ANDREY PORCINO COSTA Comigo,o trabalho é diferente?Por quê?

ROMERO PEREIRA Simpres e curto a escola não dá estrutura para tal, pois penso cada dia o que posso fazer diferente para todos poder participar da mesma formar e por isso eu pergunto se você que ir para a quadra(estrutura precária e não depende só de mim).

ANDREY PORCINO COSTA Qual a mensagem que poderia passar para outros professores,assim como os leitores de sua entrevista?

ROMERO PERREIRA Espero que possam dar mais liberdade para os professores trabalhares de formas mais construtivas e que esses alunos ai, com deficiências sabem muito e tem muito a nos ensinar, e essa luta para uma escola melhor e uma qualidade melhor para os deficientes dentro e fora não é só de suas e sim de toda sociedades.Obrigado por fazer parte desta luta com vocês ok...Um grande abraço.

sábado, 13 de novembro de 2010

ENTREVISTA

Nome Amanda Nascimento Silva
Idade 13
A Amanda é uma Amiga companheira de escola e projeto que também participa e acompanha a atividade de nosso blogger.

VEJA


ANDREY PORCINO COSTA Em sua familia há algum portador de deficiência?Em caso afirmativo,como é a sua relação?E o tipo de deficiência?]

AMANDA NASCIMENTO Sim.A minha relação é ótima.Ele é paraplégico.

ANDREY PORCINO COSTA Em que é preciso o nosso pais melhorar?

AMANDA NASCIMENTO Nosso pais precisa melhorar em inúmeras coisas,mas principalmente na acessibilidade para os portadores de deficiência.

ANDREY PORCINO COSTA O que você pensa sobre deficiência, e as pessoas deficientes?

AMANDA NASCIMENTO Eu considero a deficiência uma coisa normal. Para mim as pessoas deficientes são como eu.Pois todos nós somos iguais porem eles precisam de mais cuidado.

ANDREY PORCINO COSTA Qual a mensagem que você passaria para os leitores de sua entrevista?

AMANDA NASCIMENTO Nunca tenha preconceito pois todos somos iguais 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Duvidas Freqüentes CURIOSIDADES

O que são as Paralisias Cerebrais ?
O termo "Paralisia Cerebral" vendo sendo utilizado para descrever diversos transtornos que afetam crianças nas suas habilidades para a marcha, a postura e o equilíbrio corporal. Estes distúrbios são causados pelas lesões (traumas) que podem ocorrer antes, durante ou depois do nascimento, ou em casos mais raros nos primeiros anos da infância.

Estas lesões não caracterizam uma doença, pois só afetam o cérebro, mas deixam seqüelas, que dependendo da área afetada e da sua extensão e localização, poderão gerar outros problemas para a criança, além de distúrbios neuro-motores.

As paralisias cerebrais não são condições médicas progressivas, porém, podem apresentar modificações no decorrer da vida, já que são distúrbios que durarão toda a vida de um ser humano.
 Por que escrever "Paralisias Cerebrais" no plural ?
Adotamos a grafia no plural para esclarecer que não há, pela variedade de tipos e problemas associados, duas crianças com o mesmo quadro, havendo uma "pluralidade" de maneiras de ser e estar dEficiente e ter dEficiências.

Não encontramos duas pessoas com manifestações idênticas em Paralisias Cerebrais, pois há, por exemplo, em casos de lesões na mesma área cerebral, presença de problemas, como as epilepsias, que não ocorrem em todos os afetados por este tipo de lesão. Além do que, afirmamos que cada Ser Humano é múltiplo em sua singularidade.
Por que modificar o termo de Paralisias Cerebrais para DEF = Distúrbios de Eficiência Física ?
Porque o termo Paralisia Cerebral remonta a uma visão exclusivamente médica (William J. Little-1843/Sigmund Freud-1897), onde se caracterizam as crianças apenas por suas manifestações neurológicas, tratando-as como portadoras de "encefalopatias crônicas da infância", uma terminologia ainda muito empregada por profissionais de saúde e reabilitação.

Acreditamos que temos, ainda, uma conotação muito preconceituosa associada à palavra paralisia, e que este termo não expressa a dimensão e as possibilidades de um ser que apresenta uma condição humana tão diversificada e plural.

Há ainda que considerar o fato de que estas pessoas não são "incapazes", por maior que seja seu comprometimento motor, nem devem ser vistas e consideradas como "débeis mentais". E estas condições ainda são conectadas ao termo paralisia cerebral, por maior que sejam os avanços no conhecimento da mesma.

Mas sabemos que não basta modificar o termo PC, primeiro precisamos mudar nossas mentes e corações (preconceituosos), em relação a todas as deficiências humanas.
Quais são os principais fatores de risco ?
Os pesquisadores de saúde materno-infantil tem apontado alguns fatores de risco para o surgimento de casos novos de paralisias cerebrais, ou seja, algumas destas condições abaixo podem ocorrer e levar a uma maior probabilidade de se ter uma criança com PC:

  • O bebê na hora do nascimento estava numa posição que exigiu manobras e técnicas para o seu parto. Exemplo: apresentação não cefálica, ou seja, primeiro aparecem os pezinhos e não a cabeça, e o bebê não "encaixou" para a saída pelo útero.
  • Partos complicados com presença de transtornos vasculares ou respiratórios, tanto da mãe como do bebê.
  • Presença de APGAR (termo criado por uma anestesiologista - Virginia Apgar - ver glossário) baixo, logo após o nascimento.
  • Baixo peso e prematuridade no nascimento. Os bebês com peso abaixo de 2.500 g. tem maior probabilidade de risco para as PCs, agravado quando nascem com menos de 37 (trinta e sete) semanas de gestação.
  • Os bebês que apresentam alterações de formação intra-uterina, detectada por medicina fetal, com retardamento de seu desenvolvimento e crescimento no útero.
  • Mulheres com gravidez múltipla (gêmeos, ou mais de três bebês em uma única gestação).
  • Malformações do Sistema Nervoso Central, que podem ser avaliadas intrauterinamente ou logo após o parto, como o caso das microcefalias.
  • Presença de hipotireodismo materno.
  • A ocorrência de convulsões no período logo após o parto, pois uma criança que as apresenta poderá vir a ser diagnosticada como uma pessoa com PC no futuro.
  • Presença de transtornos metabólicos, de proteininuria (presença de proteínas em excesso na urina da gestante), associados com sagramentos maternos apresentam-se como um fator de risco a ser considerado e muito bem cuidado.
Há ainda muitos outros acontecimentos, principalmente no período pré-natal, que podem e devem ser prevenidos, e que se detectados devem levar a uma cuidadosa e carinhosa atenção para com a criança no período peri e pós-natal.
As Paralisias Cerebrais podem ser prevenidas?

SIM, as paralisias cerebrais podem ser prevenidas, como pode ser verificado no tópico Prevenção deste site, havendo alguns cuidados primários e simples com a gestação, o parto e o período que se segue, que se realizados como rotina podem prevenir novos casos. Um exemplo disso é a presença ou não de problemas de incompatibilidade do Rh (fator Rh), que um simples exame do sangue dos pais pode detectar, além de medidas médicas (neonatológicas) que devem ser tomadas caso haja uma incompatibilidade sangüínea que não pode ser evitada.
Segundo dados já publicados, em nosso país, 80% (oitenta por cento) das paralisias cerebrais podem ser evitadas. E um exemplo é a divulgação de informações que podem ampliar os conhecimentos, tanto dos profissionais como das famílias e da sociedade em geral.
Por isso nosso lema é: A PREVENÇÃO COMEÇA COM A INFORMAÇÃO
Como fazer um diagnóstico de PC ?

Os pediatras e médicos que examinam um criança, no primeiro ano de vida, podem detectar, através de exames clínicos e complementares (ex.: raio X simples do crânio, ultra-sonografia cerebral, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, etc) algumas alterações do desenvolvimento motor (como retardo do desenvolvimento, alterações do tônus muscular, ou presença de posturas físicas involutivas), associadas a um histórico médico e social da mãe e das condições de gestação e parto, à possibilidade da existência de uma paralisia cerebral.

Um bom exame neuropediátrico, com avaliação do processo de desenvolvimento neurológico, e pesquisas dos reflexos e seu desaparecimento ou permanência, podem auxiliar no diagnóstico precoce de quadros de PC, sempre lembrando que há uma multiplicidade de condições que favorecem o surgimento de mais uma criança com este quadro.
Toda criança que passar por complicações gestacionais ou no período pós-parto TEM O DIREITO de ser acompanhada por especialistas em desenvolvimento infantil. Somente assim haverá uma maior possibilidade de um diagnóstico precoce que favorecerá uma intervenção também precoce, e consequentemente menos seqüelas e deficits para o futuro desta criança.




As Paralisias Cerebrais tem cura ?

Como já dissemos, as paralisias cerebrais NÃO SÃO DOENÇAS, donde não considerarmos a necessidade de "curá-las", porém todos os sites internacionais com FAQ referem ser um quadro sem cura, o que referenda a visão puramente médica das paralisias cerebrais.

Afirmamos que as crianças com os diversos e diferentes tipos de condição ligadas à PC, podem e devem ser vistas com seres humanos com grande potencial de modificação e mudança de suas seqüelas e problemas oriundos de uma lesão cerebral, sempre na dependência da qualidade de atendimento e do processo pedagógico e reabilitador a que são submetidas.

Quais são os profissionais que devem atender às crianças com PC ?

A melhor e mais indicada maneira de tratar, educar e reabilitar as crianças com diagnóstico de PC, segundo nosso conhecimento científico, é o atendimento em equipe inter-disciplinar, com a participação dos seguintes especialistas:

  • Um médico, que pode ser um pediatra, neuro-pediatra, fisiatra ou com especialização em desenvolvimento infantil para crianças com dEficiências.
  • Um ortopedista com especialização em problemas de crianças com PC que, quase sempre, apresentam alterações dos ossos, músculos e tendões, e muitas vezes necessitam de indicação para tratamento ortopédico, próteses, órteses ou então cirurgias especializadas.
  • Um fisioterapeuta com uma visão abrangente de vários métodos e sistemas de atendimento para crianças com DEF.
  • Um terapeuta ocupacional que poderá intervir na orientação de atividades da vida diária, tanto no lar, na escola como no trabalho. É recomendável sua especialização em Tecnologia Assistiva para uma maior interação junto à fonoaudiologia nos casos que requerem uma maior atenção de recursos tecnológicos ligados à comunicação.
  • Um fonoaudiólogo com especialização na área de CAA (Comunicação Alternativa e Aumentativa) e outros recursos de aprimoramento da comunicação humana, bem como uma especialização em áreas afins da prática educacional e terapêutica para crianças com necessidades especiais.
  • Um assistente social que poderá auxiliar na orientação e acompanhamento da família, assim como na busca de recursos e atendimentos comunitários e educacionais.
  • Um psicólogo que poderá ajudar tanto às famílias, como à própria equipe, e principalmente às crianças com DEF, já que esta condição é altamente provocadora de stress e distúrbios emocionais para todos.
  • Um psicomotricista que intervém, junto com os outros profissionais, na principais seqüelas psicomotoras desta crianças.
  • Um educador com visão inclusiva do processo pedagógico destas crianças e com capacidade para interagir com os outros profissionais em busca de uma educação diferente e de qualidade para todos os deficientes.
Este conjunto de trabalhadores sociais pode ser ampliado e modificado, respeitando-se sempre as condições das crianças e suas necessidades primárias no campo da Educação, Saúde e Reabilitação, podendo inclusive incluir no seu processo de atenção a presença de profissionais ligados a áreas em desenvolvimento mais modernas, como por exemplo, a Informática.

As pessoas com PC são deficientes mentais ?

NÃO, as pessoas com quadros de paralisias cerebrais podem apresentar como um dos problemas associados e decorrentes de sua condição, e em casos considerados de alta gravidade da lesão cerebral, alterações de cunho cognitivo e distúrbios da aprendizagem, sendo muitas vezes confundidas com as crianças com deficiência mental.
Consideramos que os melhores meios de avaliação das capacidades cognitivas de crianças com paralisias cerebrais são os processos pedagógicos fundamentados em atividades grupais com outras crianças (com e sem deficiências), tanto na escola como fora dela. Nestas ocasiões, poderão ser revelados os potenciais de aprendizagem, assim como o que estas crianças tem para nos ensinar e às outras crianças em seu convívio.
PERGUNTAS RETIRADAS DE 

PALAVRA DE ANDREY PORCINO VALE LEMBRAR QUE EXISTEM CASOS QUE MESMO COM MONITORAMENTO HÁ A POSSIBILIDADE DE SE TER PARALISIAS EM SUAS DENOMINADAS ÁREAS

INCLUSÃO

A Inclusão pode ser:
  • Educar todas as crianças com dEficiências em classes regulares, respeitando as diferentes condições de cada um.
  • Promover para todos os estudantes oportunidades iguais de aprender com as contribuições de seu colega, sua alteridade e diferença.
  • Promover os serviços necessários e auxiliares para as escolas regulares.
  • Apoiar os professores e diretores das escolas regulares (por exemplo, providenciando os recursos, o treinamento e a equipe, assim como as estratégias para a inclusão).
  • Incluir os estudantes com dEficiências no mesmo tipo de agenda escolar dos não-deficientes.
  • Envolver os estudantes com dEficiências em atividades extracurriculares e classes, apropriadas a cada idade, inclusive em Artes, Música, Ginástica, Passeios, Reuniões e Exercícios outros.
  • Os estudantes com dEficiências usam todas as dependências da escola, desde o bar, a biblioteca, o playground (pátio), até as outras áreas que estão facilitadas para os não-deficientes.
  • Encorajar a amizade e o respeito entre os não-deficientes e as pessoas com dEficiência.(inclusive os adultos).
  • Os estudantes com dEficiências recebem sua educação e treinamento para o trabalho, quando for apropriado, dentro de uma comunidade inclusiva.
  • Ensinar todas as crianças a compreensão e o reconhecimento das diferenças humanas.
  • Colocar crianças com dEficiências nas mesmas escolas onde cursarão os que não tiverem deficiências no futuro.
  • Aceitar a opinião dos pais com toda seriedade e respeito.
  • Promover um programa individualizado e diferenciado apropriado a cada criança. (respeito à Singularidade)


A Inclusão NÃO deve ser:
  • "Implantar" estudantes com dEficiências num programa de educação regular SEM preparação ou suporte para a escola e seus professores.
  • Promover e continuar promovendo serviços de Educação Especial em locais isolados e separados de outras crianças.
  • Ignorar as necessidades individuais e singulares de cada criança.
  • Colocar em risco a segurança e o bem-estar das crianças na escola.
  • Implantar demandas irracionais e incabíveis para os diretores e seus professores.
  • Ignorar a opinião dos pais.
  • Isolar os estudantes com dEficiências dentro da escola regular.
  • Colocar crianças com dEficiências em classes e escolas inapropriadas para sua faixa etária.
  • Exigir que estes estudantes estejam "aptos" e "vencedores" dentro da escola regular, baseados nas suas capacidades cognitivas ou sociais, desrespeitando as suas diferenças.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA


"Toda criança com necessidades educativas especiais deverá ser incluída em sistemas de ensino-aprendizagem não segregados, e deverá ser providenciada a sua INCLUSÃO em sistemas regulares de ensino, ou seja, classes onde crianças com e sem dEficiências estejam em interação, assim como com os educadores e os demais participantes de uma escola. Este é o caminho para um futuro onde haverá uma nova mentalidade e um novo tempo de relações entre os homens, independente de suas capacidades, deficits ou diferenças"

(Jorge Márcio P. de Andrade)


As crianças com Paralisias Cerebrais tem encontrado muitas resistências no processo de inclusão, principalmente em nosso país. Porém, já há um movimento em direção das mudanças de paradigmas escolares, compreendendo que, para além das regulamentações legais (LDB-1996), precisamos reforçar este processo que, ao nosso ver, não extingue com a Educação Especial, mas sim a absorve e transforma em um processo de qualificação da EDUCAÇÃO, dentro de princípios ligados às propostas da DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, assim como do desejo de uma Educação de qualidade para todos.
Há algumas experiências em desenvolvimento de inclusão de crianças com paralisias cerebrais e outras dEficiências no ensino regular, e algumas mudanças de comportamento e melhoria das relações puderam ser observadas nas crianças (e nas escolas e professores), a saber:
  • Surgimento de um respeito mútuo entre os alunos, com um espírito de solidariedade surgindo a partir das crianças não deficientes.
  • As crianças com PC e outras deficiências fazem um maior esforço de romper seus limites e limitações no processo de aprendizagem.
  • Há um processo facilitado de adaptação de crianças dEficientes nos grupos onde os professores estão recebendo suporte e orientação.
  • Os alunos mais adiantados (com e sem dEficiência) passam a oferecer suporte e mediação para os que tem dificuldades específicas na aprendizagem.
  • Há o surgimento de uma mudança de comportamento intra institucional da escola no que diz respeito às diferenças.
  • Surgem movimentos de aprimoramento da aquisição de linguagem, e de aprendizagem dos meios alternativos de comunicação, inclusive a Libras (Língua Brasileira de Sinais).
  • Não são observadas muitas barreiras entre as crianças, com uma ampliação da acessibilidade da escola, em todos os sentidos, iniciando-se com os obstáculos físicos e visíveis.
  • Ampliam-se as chances de melhoria de reabilitação e recuperação de funções por parte dos dEficientes, a partir de estímulo de outras crianças em sala de aula.
  • Há possibilidade de surgimento de uma aprendizagem fundada na cooperação entre os alunos, quando os professores agrupam os que tem dificuldades especiais num determinado tema com alunos mais habilidosos neste tema.
As crianças com quadros de Paralisia Cerebral mais graves podem, e devem, também se beneficiar destas mudanças, na dependência de uma estrutura adaptada e adequada às suas necessidades. Não há justificativas científicas comprovadas que, na atualidade, prescrevam a sua institucionalização ou segregação. Há, porém, que respeitar os diferentes graus de habilidade e comprometimento físico ou psicomotor de uma criança com DEF para que se programe a sua inclusão em salas de ensino regular. Nessas situações é imprescindível a presença de profissionais da Educação Especial, ou, por exemplo, com experiência em Educação Condutiva, para o acompanhamento e supervisão de professores e escolas de ensino regular.
DefNet tem proposto e difundido a necessidade de uma intensa e ativa participação de pais no processo de discussão, implantação e aplicação da educação inclusiva no Brasil. Sugerimos a todos os pais que procurem aumentar seus conhecimentos sobre o tema e indicamos alguns tópicos a serem considerados como princípios para este processo.

TRATAMENTOS


Título: Tratamentos para PC
Há diversos profissionais que serão necessários na assistência de portadores de paralisias cerebrais, necessitando de uma equipe multiprofissional e interdisciplinar integrada para otimizar este tipo especial de atendimento. Os principais profissionais que prestam atendimento a crianças com PC são:
  • Assistentes Sociais
  • Terapeutas Ocupacionais (T.O)
  • Neuro-Pediatras
  • Fonoaudiólogos
  • Fisioterapeutas
  • Psicopedagogos
  • Psiquiatras infantis
  • Psicólogos
  • Educadores (Professores especializados em Educação Especial e Informática aplicada à Educação)
  • Psicomotricistas
  • Terapeutas Corporais
  • Fisiatras
  • Ortopedistas

Tratamentos Importantes

Neste tópico você encontrará alguns dos tratamentos que devem ser considerados importantes no processo de reabilitação, habilitação e desenvolvimento das potencialidades de pessoas com Paralisias Cerebrais. São eles:


Tratamentos Inovadores e Pesquisas

Neste tópico apresentaremos os tratamentos inovadores e as pesquisas de novas tecnologias e terapias (farmacológicas e outras) aplicadas em portadores de paralisias cerebrais e outras dEficiências físicas.

Efeitos e consequências

Título: Efeitos e conseqüências da PC
Crianças paralisadas cerebrais não conseguem controlar alguns ou todos os seus movimentos. Apenas algumas crianças são afetadas em todos. Algumas terão dificuldade em falar, andar ou usar as mãos. Umas serão capazes de sentar sem suporte ou ajuda, enquanto outras necessitarão de ajuda para a maioria das tarefas de vida diária. Por isso, dizemos que são portadoras de Distúrbios de Eficiência Física, e não apenas deficientes ou paralíticas.
Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, havendo, porém, diversas e inovadoras possibilidades de melhorar e minimizar seus efeitos. Estes progressos não são súbitos, mas demorados, avançando progressivamente e na dependência direta dos recursos tecnológicos, como o uso da Informática na EDUCAÇÃO e dos recursos terapêuticos colocados à disposição da comunidade.
As crianças com PC têm muitos problemas, mas nem todos são relacionados com com as lesões cerebrais. Citaremos apenas as que mais freqüentemente se manifestam:
Epilepsia: é comum ocorrerem convulsões ou crises epilépticas, de maior ou menor intensidade e dentro das mais variadas formas desta manifestação neurológica, sendo mais comuns no período pré-escolar, estando associadas ao prognóstico e à evolução de outros problemas que atingem um paralisado cerebral.
Deficiência Mental: com uma ocorrência de aproximadamente 50% dos casos, tem levado a distorções e preconceitos acerca dos potenciais destes portadores de deficiência, devendo-se diferenciar os diversos graus de comprometimento mental de cada criança, baseando-se em acompanhamento especializado e evolutivo das mesmas.
Deficiências Visuais: ocorrem casos de baixa-visão, estrabismos e erros de refração, que podem ser precocemente diagnosticados e tratados, com bom prognóstico oftalmológico, devendo-se intensificar sua diagnose com os novos avanços em tecnologia e a correção preventiva de danos com uso de lentes [óculos] ainda nos primeiros anos de vida.
Dificuldades de Aprendizagem: as crianças com P.C. podem apresentar algum tipo de problema de aprendizagem, o que não significa que elas não possam ou não consigam aprender, necessitando apenas de recursos aprimorados de Educação Especial, integração social em Escolas Regulares, uso de Recursos Tecnológicos, a exemplo do uso de Computadores e outros aparelhos informatizados para o estímulo e a busca de meios de comunicação e aprendizagem inovadores para PC.
Dificuldades de Fala e Alimentação: devido à lesão cerebral ocorrida, muitas crianças com P.C. apresentam problemas de comunicação verbal e dificuldades para se alimentar, devido ao tônus flutuante dos músculos da face, o que prejudica a pronúncia das palavras com movimentos corretos, podendo-se recorrer a tratamentos especializados e orientação fonoaudiológica, a fim de minimizar e até resolver alguns destes distúrbios. E para as crianças que não falam, já contamos com os comunicadores alternativos e as linguagens através de símbolos, como o método Bliss, que associados aos recursos informatizados podem auxiliar, a exemplo dos sintetizadores de fala, a expressão dos pensamentos e afetos de um paralisado cerebral.
Outros problemas: dificuldades auditivas, disartria, déficits sensoriais, escoliose, contraturas musculares, problemas odontológicos, salivação incontrolável, etc...: Todos estes problemas podem surgir associados ou isoladamente na dependência direta do tipo de PC que a criança apresentar, já que seus déficits motores afetam sua psicomotricidade e seu comportamento emocional e social, que podem resultar num desenvolvimento global atrasado, que muitas vezes ainda é confundido com capacidade cognitiva pobre, gerando uma imagem preconceituosa sobre as capacidades e potencialidades para vida independente e autônoma de portadores de Paralisias Cerebrais.

causas

Título: Causas de PC
As causas de Paralisias Cerebrais são várias, mais freqüentemente encontramos:
A) Problemas durante a gravidez: 60% dos casos
  • Toxemia gravídica
  • Anemia Grave (ocorre quando a alimentação materna é muito pobre)
  • Infecções renais e urinárias graves com repercussões para a saúde fetal.
  • Hemorragias
  • Distúrbios metabólicos graves (ex.Diabetes)
B) Problemas durante e logo após o Parto: 30% dos casos
  • Obstruções pélvicas com sofrimento fetal
  • Anóxia (falta) ou Hipóxia Neonatal (dano por não oxigenação cerebral)
  • Distúrbios circulatórios cerebrais graves ou moderados
  • Traumatismos no Parto
  • Infecções pré-natais ou peri-natais que atinjam às mães (ex. Rubéola)
  • Nascimento Prematuro
  • Icterícia Neonatal Grave (ex. Fator Rh - incompatibilidade sangüínea )
  • Acidente ou Erro Médico (ex. uso indevido de ocitócicos em gestantes de alto risco)
C) Problemas do Nascimento até os 9 anos: 10% dos casos

  • Asfixia
  • Fraturas ou feridas penetrantes na cabeça, atingindo o cérebro.
  • Acidentes automobilísticos
  • Infecções do Sistema Nervoso Central (SNC) a exemplo de Meningites

Fatores que aumentam o risco do surgimento de P.C. :

  • Convulsões e Apgar muito baixo (vide links para Epilepsias e Neonatologia)
  • Baixo peso fetal (Importância do acompanhamento Pré-Natal)
  • Gestantes de Alto risco (com Hipertensão ou Diabetes por exemplo)
  • Idade Materna (acima dos 40 e abaixo dos 16 anos)
  • RETIRADO DE http://www.defnet.org.br/pccausas.htm

Conheça os tipos de Paralisias Cerebrais

Título: Tipos de Paralisias Cerebrais

Dependendo da localização das lesões e áreas do cérebro que foram afetadas, as manifestações podem ser diferentes. Nas paralisias cerebrais há uma confusão de mensagens entre o cérebro e os músculos.

Há três formas (tipos) mais comuns, dependendo de que mensagens foram afetadas. E pode-se classificar um quarto tipo de P.C. que teria uma combinação de 2 ou mais formas.

A córtex controla os pensamentos, os movimentos e as sensações. Uma anormalidade nela pode resultar na Paralisia Cerebral do tipoEspástica. Caracterizado por aumento e paralisia de tonicidade dos músculos.

Pode haver um lado do corpo afetado (hemiparesia), os membros inferiores (diplegia), ou os 4 membros (quadriplegia).

Os Gânglios da Base ajudam a organizar os movimentos finos e delicados. Uma anormalidade deles pode resultar na Paralisia tipoAtetóide. Caracterizada por distonia (variações da tonicidade muscular) e movimentos involuntários afetando o Sistema ExtraPiramidal.

O cerebelo controla e coordena os movimentos, as posturas e nosso equilíbrio. Uma anormalidade nele pode resultar na P.C. tipoAtáxica. Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, dificuldade para se equilibrar com descoordenação dos movimentos, podendo haver movimentos trêmulos das mãos e fala comprometida.

Ilustração do cérebro com indicação do córtex, gânglios da base e cerebelo 


RETIRADO DE http://www.defnet.org.br/pctipos.htm

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ENTREVISTA


ENTREVISTADO ADRIANO S GOMES
IDADE 29

ADRIANO DA SILVA GOMES É MAIS UM CONVIDADO DE MINHA FAMILIA QUE AOS POUCOS PARTICIPA.AGRADEÇO MUITO AO MEU TIO POR FAZER PARTE DESTE TRABALHO...

CONFIRA

ANDREY PORCINO
COMO É PARA VOCÊ TER UM DEFICIENTE EM SUA FAMILIA?
ADRIANO
Muita gente tem preconceito, mas acho que ter uma pessoa na família lhe ajuda a lidar com esta situação e te ajuda a ver que o mundo dos deficientes é igual ao nosso. Somos nós que temos que nos adaptar e não eles.
ANDREY PORCINO
No inicio sentiu alguma diferença?
ADRIANO
Não, afinal era eu quem te lavava para a FUNAD direto. tive que me acostumar rápido

ANDREY PORCINO Em sua concepção como definiria uma pessoa deficiente?

ADRIANO
uma pessoa deficiente é aquela pensa em si próprio e em nada mais aquela que NÃO ajuda os outros,que vê o mundo com preconceito.Essa sim é mais deficiente de todas

ANDREY PORCINO O que diria para as pessoas que tem medo dessa convivência?
ADRIANO
Que eles não precisam se preocupar, afinal o medo faz parte da nossa vida, é saber lidar com isto e tudo fica resolvido. Claro ter paciência

ANDREY PORCINO Para finalizar defina em uma frase o que aprendeu com essa experiência?
Que por sinal ninguém espera

ADRIANNO
Aprendi que a vida nos reserva surpresas boas e, mas, ter uma deficiência NÃO significa NÃO ser capaz, significa que ao chegar ao seu objetivo a recompensa cai ainda maior, afinal nem todos vão esperar que uma pessoa assim tenha sucesso, é onde você mostra a sua potencia de ser capaz de fazer o que quiser.

CREDITOS

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